Para José Saramago seria o caos. Em seu livro Ensaio sobre a Cegueira, o
mundo praticamente acaba enquanto a humanidade vai perdendo a visão. Mas
para a ciência as coisas poderiam tomar um caminho diferente. "Há várias
tecnologias que ajudariam: bengalas ultrassônicas que podem indicar se
há objetos pela frente ou até robôs que atuariam como cães-guia", diz o
especialista em robótica Darwin Caldwell, diretor do Instituto Italiano
de Tecnologia. Além disso, precisaríamos de coisas como carros que andam
sozinhos e máquinas capazes de substituir médicos em cirurgias. Mas como
esses carros-robôs e outros aparelhos seriam construídos sem ninguém
para ver que peça apertar? Fábricas totalmente automatizadas também não
estão longe de ser realidade. "Robôs seriam capazes de se
autoconstruir", diz Ken Young, presidente da Associação Britânica de
Automação e Robótica. Ou seja: se a cegueira generalizada se espalhasse
devagar, daria para a gente remodelar o mundo - mudando tudo para que
nada mude. Com algumas adaptações, claro. "Teríamos que aprender novas
maneiras de lidar com o computador, por exemplo. Seria algo como tocar
um instrumento musical, tendo o som como a resposta para cada ação na
máquina", diz o engenheiro Ken Goldberg, da Universidade de Berkeley,
nos EUA. Impossível? Os cegos que usam computador hoje, com uma mãozinha
de softwares de reconhecimento de voz e programas que leem o que aparece
na tela, provam que não. E as tecnologias que já existem, ou que estão
nascendo, também. Veja só.
Ensaio sobre a cegueira
Robôs, carros que andam sozinhos e tecnologias que simulam o tato
venceriam a escuridão
1. DÁ UM TOQUE
Não é por falta de imagens que a televisão vai acabar. Aparelhos
projetariam imagens que você pode tocar. A tecnologia para isso é a
mesma dos celulares mais modernos: quando você põe o dedo na tela
sensível ao toque, ela solta um leve pulso elétrico que simula a
sensação de apertar um botão de verdade. As pesquisas para transformar
isso em uma TV tátil 3D começaram no Japão em 2005.
2. FAXINA JETSONS
Robôs cuidariam dos serviços domésticos. Alguns deles já cuidam até. É o
caso dos aspiradores 100% automáticos. Eles andam sozinhos, mapeiam a
casa com seus sensores internos e depois saem sugando a sujeira sem
encostar nos móveis. Fora de casa os serviços automatizados também podem
ajudar: já existem restaurantes em que a comida chega por trilhos à
mesa, coisa que dispensa os garçons.
3. SUPERMÁQUINA
Você entra no carro e diz para onde quer ir. Então ele sai andando
sozinho, usando o GPS como guia. Sensores, câmeras e um software esperto
servem como olhos, assim o carro não atropela ninguém e consegue ler
semáforos (coisa que, num mundo de cegos, podem ser só postes que emitem
sinais de rádio). Para completar, o carro reserva uma vaga de
estacionamento no destino. Não é ficção: já existe tecnologia para tudo
isso.
4. DOUTOR CIBORGUE
E a medicina? Bom, muitas operações já são feitas com a ajuda de robôs.
Eles aumentam a precisão dos médicos de carne e osso, mas o avanço dessa
tecnologia permite outras previsões. "Vai chegar o dia em que um robô
conseguirá operar uma pessoa sem a presença do médico", diz o
especialista em medicina robótica americano Stephen Smith. Ou seja, os
cirurgiões continuariam trabalhando, mas como programadores.
5. BLIND IS BEATIFUL
Seria o fim do culto à beleza? Nem a pau. "Os cegos criam a noção deles
pela importância que dão ao timbre de voz, ao cheiro, ao toque nos
cabelos e na pele", diz a psicóloga Maria Alves Brum, da USP. Quer
dizer, a indústria de perfumes, cremes para a pele e condicionadores
bombaria. O silicone continuaria firme e chegaria a outra parte do
corpo: a garganta. Sim: são implantes nas cordas vocais, que existem
hoje para manter a voz jovem.
Retirado de
http://super.abril.com.br/cotidiano/todo-mundo-ficasse-cego-617873.shtml?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_super&
Ezequiel
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Mundo Celestrin E se... todo mundo ficasse cego?
12:26
Ricardo
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