A parisiense, de Inès de la Fressange

a parisiense 

"Que livro lindo!", esta é a reação de quem folheia 'A parisiense', da ex-modelo francesa (e não parisiense) Inès de la Fressange, na edição para lá de sofisticada e caprichada. Trata-se de um guia ilustrado para quem quer seguir os passos da autora, ícone do 'très chic'. Muito mais que adotar o estilo das parisienses, saber encontrar o seu.

A primeira dica é "ser alternativa". Nada de seguir as modinhas de novela, por exemplo. "A parisiense jamais cai na armadilha das tendências."

São quatro partes que, além de roupas, também trazem produtos de estética, coisinhas para a casa (com direito a uma receita para um jantar - francês, é claro - perfeito) e os lugares preferidos de Inès na cidade.

Tudo com referências, endereços e sites para mais informações. Lamentável, contudo, ela dizer para as leitoras provarem o tal do foie-gras em um de seus cafés preferidos. Nem mesmo Paris é tão estilosa assim, afinal.

Trechos do livro

Fuja dos conjuntos. Esqueça o total-look: é preciso mis-tu-rar! Saber mesclar estilos e marcas diferentes é essencial. Rimar chique com cheap conta 100 pontos no jogo 'vestindo-se à la Parisienne'.

Use o que lhe cai bem. Você nunca vai ouvir um parisiense se queixar de que a saia está muito curta, o vestido muito apertado e os sapatos muito altos... Elas conhecem o próprio corpo, sabem o que lhes fica bem e o que não combina com o seu modo de vida.

Antes, refletir. Sempre se pergunte: 'se eu comprar esta roupa, será que vou ter vontade de vesti-la hoje à noite?' Se a resposta for 'não',  'vou vestir em casa', ou ainda 'nunca se sabe, pode ser numa festa', é melhor se mandar rapidinho da loja. 'Nada de usar tudo combinando' é o grito de guerra da parisiense.

Arrume os utensílios de cozinha em vasos. É sempre interessante encontrar novas funções para os objetos. 

Coloque velas perfumadas em cada aposento. Aroma é tão importante quanto belos móveis. 

Quando os convidados chegam, ofereço-lhes palitos de gergelim dispostos em um copo, como um toque decorativo. Tomatinhos e minilegumes (também em vidros). O essencial aliás é despertar a fome dos convidados antes de passar à mesa. Tenho reparado que quanto mais se espera para passar à mesa, mais as pessoas acham a comida deliciosa.

Librairie La Hune. Entre o Café de Flore e o Deux-Magots, é o lugar ideal para nos alimentarmos de literatura até tarde (aberta até meia-noite de segunda a sábado, e até 20h aos domingos). Se entrarmos neste espaço imaculado, todo branco, sempre saímos com um livro que nos iluminará. 

http://www.livrosemotivos.com.br/2013/06/a-parisiense.html

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